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Considere o excerto extraído do livro A loucura entre nós: uma experiência lacaniana no país da Saúde Mental (Rio de Janeiro: Contra Capa, 2014, p. 85-86): “No momento em que a clínica psiquiátrica adere ao progresso científico e se distancia das questões subjetivas, algo dessa subjetividade reaparece na posição humanista sustentada pelos demais discursos que compõem a Saúde Mental. A nova forma do humanismo é fundada com base no conceito de cidadania, podendo o testemunho do aspecto defensivo do humanismo atual ser percebido na expressão ‘direitos do cidadão’, definitivamente atrelada à grande maioria dos discursos da Saúde Mental. (...) Houve uma desvalorização da clínica, em prol da promoção social do louco. (...) A nova condição não deixa de trazer embaraços, uma vez que a abordagem da loucura pela vertente da cidadania acrescenta de modo irreversível o discurso jurídico ao cotidiano das instituições.” Responda as questões 33, 34 e 35.
Tal reorientação do campo brasileiro da saúde mental implica a diluição da clínica psicológica nas políticas públicas de atenção, com ênfase na promoção da cidadania e na (re)inserção social. Dentre as adjetivações que essas práticas clínicas então emergentes vêm recebendo, destacam-se, salvo: