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1320788 Ano: 2009
Disciplina: Psicologia
Banca: AOCP
Orgão: IFN-MG
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- “Tradicionalmente a formação dos profissionais de saúde está voltada para dar atenção aos momentos de crise (a psicose, a emergência, a internação), desresponsabilizando-se da parte mais difícil: a vida cotidiana (...) é quando a vida ressurge como problema (e não mais a doença), paradoxalmente, que os pacientes são remetidos forçosamente ao seu papel de doentes, como única estratégia de sobrevida. Assim, é necessário inverter as prioridades, dedicando tempo, inteligência e energias para o desenvolvimento de projetos de vida capazes de prover a reprodução social e promover a qualidade de vida” (KINOSHITA, 1997, p. 46).
- “existe (...) um risco: o de desconhecermos os chamados ‘problemas menores’ que causam retornos infindáveis para a assistência médica e a população continuar adoecida e tratarmos como único assunto pertinente à nossa área a doença mental – a patologia instalada. Mas não podemos esquecer que é na rede social, no local da vida rotineira, que começa a loucura” (BRAGA CAMPOS, 1992, p. 54).
Essas duas citações dizem respeito a uma temática comum, enfatizando a importância de uma atuação preventiva em detrimento à postura meramente curativa (com foco apenas na doença já instalada) por tempos adotada por muitos profissionais de saúde, e que agora vem sendo fortemente combatida. Diante disto, no que concerne à prática do psicólogo na saúde coletiva e à psiquiatria preventiva formulada por Kaplan (1980), analise as assertivas a seguir e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Observamos que a postura do psicólogo que trabalha na saúde coletiva ainda não vem sendo devidamente questionada dentro da própria categoria em termos da sua adequação e efetividade social. Há uma crença na eficácia intrínseca da teoria e da técnica, de maneira que os profissionais não se sentem impulsionados a construir referenciais próprios em busca de uma prática mais contextualizada, ou pelo menos, a questionar o transplante de modelos teóricos e operativos oriundos de outras realidades e outros tipos de clientela. Em outras palavras, a formação acadêmica não tem fornecido elementos para a construção de um profissional-cidadão com possibilidade de intervenção adequada aos espaços territoriais locais, que demandam um alto grau de potência de resposta/ação, de articulação intersetorial, de mobilização de parcerias e de estratégias específicas.
II. O psicólogo clínico deve procurar não apenas praticar a psicoterapia, limitado às terapêuticas individuais, mas buscar promover a saúde pública, juntamente com a higiene mental, necessitando, para isso, conhecimentos sobre a psicopatologia, além de encarar a doença como um fenômeno coletivo e multideterminado.
III. O psiquiatra preventivo deve ser acima de tudo, um profissional competente. Além disso, deve adquirir conhecimentos sobre uma vasta gama de questões – sociais, econômicas, políticas, administrativas, etc. – que o habilitarão a planejar e implementar programas que focalizem não só os pacientes individuais, mas também os problemas comunitários de que eles são parte integrantes. Como pré-requisito fundamental os profissionais e serviços de saúde devem atentar não só para o que querem fazer ou para o que suas habilidades lhes permitem realizar, mas, além disso, devem olhar para o problema comunitário total e para a forma como sua contribuição se ajustará melhor ao esforço geral da comunidade.
IV. A psiquiatria preventiva refere-se ao corpo de conhecimentos profissionais, teóricos e práticos que podem ser utilizados para planejar e executar planos destinados a reduzir: (1) a incidência de distúrbios mentais de todos os tipos numa comunidade (prevenção primária); (2) a duração de um número significativo daqueles distúrbios que efetivamente ocorrem (prevenção secundária), e; (3) a deterioração que poderá resultar desses distúrbios (prevenção terciária).
 

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