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2579434 Ano: 2021
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: FUNCEL
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Texto para a questão.

Depois de realizarem uma extensa revisão da literatura e de evidências da evolução humana, os cientistas Tim Waring e Zach Wood concluíram que os humanos estão passando por uma transição evolutiva especial, na qual a importância da cultura, o que inclui conhecimentos, práticas e habilidades aprendidas, está ultrapassando o valor dos genes como o principal motor da evolução humana.

A cultura é um fator subestimado na evolução humana, diz Waring. Como os genes, a cultura ajuda as pessoas a se ajustarem ao ambiente e a enfrentarem os desafios de sobrevivência e reprodução. A cultura, no entanto, faz isso de maneira mais eficaz do que os genes, pois a transferência de conhecimento é mais rápida e flexível do que a transmissão genética, de acordo com os pesquisadores.

A cultura é um mecanismo de adaptação mais forte por algumas razões, afirma Waring. É um mecanismo mais rápido: a transferência de genes ocorre apenas uma vez por geração, enquanto as práticas culturais podem ser aprendidas rapidamente e atualizadas com frequência. A cultura também é mais flexível do que os genes: a transferência de genes é rígida e limitada à informação genética de dois pais, enquanto a transmissão cultural é baseada em aprendizado humano flexível e efetivamente ilimitado.

Waring e Wood publicaram as descobertas de seu estudo no principal periódico de pesquisa biológica da Royal Society em Londres. “Nossa pesquisa explica por que os humanos são uma espécie tão única. Evoluímos genética e culturalmente ao longo do tempo, mas, aos poucos, nós estamos nos tornando cada vez mais culturais e cada vez menos genéticos”, diz Waring.

Waring e Wood afirmam que a cultura também é especial em outro aspecto importante: ela é fortemente orientada para o grupo. Fatores como conformidade, identidade social e normas e instituições compartilhadas tornam a evolução cultural muito orientada para o grupo, segundo os pesquisadores. A competição entre grupos culturalmente organizados impulsiona adaptações, como novas normas cooperativas e sistemas sociais que ajudam os grupos a sobreviverem juntos. De acordo com os pesquisadores, grupos culturalmente organizados parecem resolver problemas adaptativos mais prontamente do que indivíduos isoladamente, por meio do valor agregado da aprendizagem social e da transmissão cultural em grupos.

A partir dessas constatações, Waring e Wood descobriram que a própria evolução se tornou mais orientada para o grupo. “Sugerimos que, a longo prazo, os humanos estão evoluindo de organismos genéticos individuais para grupos culturais que funcionam como superorganismos, semelhantes a colônias de formigas e colmeias”, diz Waring. “A metáfora da sociedade como organismo não é tão metafórica, afinal. Essa percepção pode ajudar a sociedade a entender melhor como os indivíduos podem se encaixar em um sistema bem organizado e mutuamente benéfico”, afirmam os pesquisadores.

Internet: <ecodebate.com.br> (com adaptações).

Mantendo-se a correção gramatical e os sentidos do segundo parágrafo, o termo “pois” poderia ser substituído por

 

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