A psicologia aplicada à educação, e particularmente à educação escolar, tem muito a oferecer-nos no bojo das novas confianças epistemológicas que emergem no panorama atual do conhecimento científico e das transformações sócio-culturais (Maluf, 2003). Neste contexto, conclui-se que:
I- a postura limitativa do excessivo olhar clínico no enfrentamento de problemas de ensino e de aprendizagem vem sendo substituído ou complementado pela consideração sobretudo das condições oferecidas pela educação escolar bem como pela consideração das peculiaridades do aprendiz, visto em sua cultura e subjetividade;
II- a atuação do psicólogo no campo da educação foi e ainda é objeto de críticas que apontam para o abuso da psicometria e da clínica individual em prejuízo de análises mais complexas e contextualizadas;
III- Pouco se tem inovado nos últimos anos, criando ou recriando formas de atuação mais acordes com as exigências dos tempos atuais;
IV- em nossos dias, não predomina a preocupação em adequar a formação profissional do psicólogo da educação às novas exigências da sociedade. Há preocupação em garantir uma formação que propicie o conhecimento dos fenômenos educacionais, afastando o risco de interpretações fáceis e equivocadas das dificuldades de aprendizagem;
V- a psicologia escolar na atualidade reconhece que os fenômenos psicológicos são dinâmicos e complexos, não os trata como unidimensionais ou à revelia dos contextos socioculturais em que foram produzidos.
Está correto o que se afirma em: