A expansão de vias é considerada um agravante do problema das cidades de hoje. Grandes investimentos são realizados para a duplicação de vias, construção de viadutos e estacionamentos, em detrimento da melhoria do transporte coletivo ou de formas alternativas de transporte. Tal política incentiva o uso de carro e, em consequência, o aumento do número de carros, o que demanda contínuas expansões. Como consequência, ocorrem problemas urbanísticos — congestionamentos, acidentes, diminuição e segregação do espaço público — e ambientais — poluição atmosférica e sonora, impermeabilização do solo.
Os impactos do transporte urbano sobre a pobreza podem ser compreendidos de duas formas: indireta e direta. Os impactos indiretos referem-se às externalidades do transporte urbano sobre a competitividade das cidades (as economias ou deseconomias urbanas) e seus efeitos sobre a atividade econômica. Os impactos diretos envolvem o acesso aos serviços e às atividades sociais básicas e às oportunidades de trabalho.
O transporte coletivo é a primeira opção em que se pensa ao se planejar o desestímulo ao uso do carro, mas, para curtas distâncias, a bicicleta tem um potencial maior. É interessante a combinação entre transporte coletivo para longas distâncias e bicicleta para curtas.
O baixo custo de aquisição e manutenção da bicicleta, assim como a facilidade de manuseio, faz que ela seja um instrumento acessível para as diversas rendas e idades. São vantagens do uso da bicicleta como transporte urbano a economia com o custo do tempo gasto e o custo no transporte em si, seja para o usuário, seja para a cidade e o Estado, além do baixo impacto ambiental causado pelo veículo e pela infraestrutura que demanda. A vulnerabilidade do ciclista perante os carros, por sua vez, é uma das maiores desvantagens do uso da bicicleta como meio de transporte.
Camila de Carvalho Pires. Potencialidades cicloviárias no Plano Piloto. Internet: <http://bdtd.bce.unb.br> (com adaptações).
Em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto acima, julgue o item subsequente.
No texto, o uso do conectivo “ou” entre as palavras “economias” e “deseconomias” indica alternância entre elas.