Leia o depoimento a seguir.
“Se eu sei o que eu tenho? Bom... eu vim porque estava passando mal, mas muito mal mesmo. Foi bater o olho em mim, o médico já sabia o que é que eu tinha. É um rapaz novo, mas muito competente, o médico. Você já percebe, só de olhar. Dá pra ver a capacidade dele. Ele até disse que tinha de fazer uns exames para confirmar, mas que já ia me dar uns remédios na veia para me fazer sentir melhor. E foi dito e certo, eu estou bem melhor. Depois, ele voltou e falou que os exames confirmaram o que ele tinha me dito. Se eu lembro o nome? Pra falar a verdade, eu não gravei, não. Doença tem tudo nome complicado, difícil de lembrar. O doutor disse que é coisa simples, que se eu fizer tudo direitinho, não volto aqui tão cedo. Já estou indo embora para casa. Estou saindo daqui com uma receita e um monte de recomendações por escrito que o doutor me deu. Eu vou seguir tudo à risca, porque essa aí já é minha parte, né? Não adianta nada a gente buscar ajuda e depois não aceitar a ajuda que nos dão.” |
Normalmente, os pacientes traçam com os membros da equipe de saúde uma relação transferencial. No depoimento mencionado acima, a transferência baseia-se no discurso