Sobre o poema transcrito, é correto afirmar:
Segmentos como madrugada ingênua, Adoráveis carvoeirinhos ou Apostando corrida não devem impedir a apreensão pelo leitor do lado terrível da vida das crianças que trabalham com o carvão.
Ainda que de modo implícito, há uma censura do poeta à velhinha que recolhe os carvões que caem dos sacos levados nas costas dos animais, pois ela acaba por não pagar por eles aos carvoeiros.
A imagem espantalhos desamparados, na última estrofe do poema, faz alusão ao modo como as pessoas fugiam ao verem os carvoeiros voltando da cidade durante a madrugada.
O conjunto das estrofes não permite ao leitor identificar um movimento propriamente dito ao longo do poema, podendo ser cada uma delas associadas antes a cenas independentes, ainda que essas não sejam propriamente estáticas.
O verso E vão tocando os animais com um relho enorme aponta para os maus tratos de que os animais de carga eram vítimas e pode ser considerado uma espécie de manifesto do poeta, ainda que velado, a favor da proteção a esses animais.
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