Magna Concursos
1846562 Ano: 2017
Disciplina: Português
Banca: UEPB
Orgão: Pref. Portalegre-RN
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Texto – Para responder a questão.
Apresentamos, abaixo, trechos da entrevista concedida pela assistente social Ângela Maria Pereira, por telefone, em relação à violência sofrida pela mulher, particularmente sobre a realidade do Rio Grande do Sul. Após a leitura, responda às três questões que se seguem:
IHU On-Line - A cada 2 horas uma mulher é assassinada no Brasil. Que regiões sofrem mais com o problema da violência contra a mulher?
Ângela Maria Pereira da Silva – Eu atribuo esta realidade a questão da impunidade do homem que está em situação de violência. A aplicabilidade da Lei Maria da Penha, neste sentido, faz muita diferença. Além da impunidade, outro aspecto importante neste contexto é a questão sócio-cultural da violência entre homens em relação às mulheres.
IHU On-Line – Existe um perfil deste homem?
Ângela Maria Pereira da Silva – Não tem como caracterizá-lo. Na realidade, há uma série de fatores que conspiram e que contribuem para uma postura mais agressiva por parte do homem, o que não justifica a prática de violência. Percebemos que muitos dos homens que estão cometendo atos violentos já passaram por situações de violência nas suas próprias vidas, já vêm de lares aonde houve situações de violência contra a mulher e acabam perpetuando isto em suas próprias famílias.
Então, na verdade, esses homens não conseguem ressignificar esta relação de sofrimento e acabam reproduzindo isto com suas companheiras. Também temos um número crescente de pessoas que acabam se vinculando às substâncias psicoativas, o que desperta um comportamento mais agressivo em algumas pessoas. Além disso, o quadro da pobreza e da miserabilidade também afeta o nível de estresse das pessoas e muitas delas buscam a força para fazer valer os seus desejos sobre o outro. IHU On-Line – Por que as mulheres têm medo de denunciar?
Ângela Maria Pereira da Silva – Há um número cada vez mais ampliado de mulheres que estão rompendo com este silêncio. Aqui no Centro Jacobina, constatamos que ainda existem fatores que interferem nesse rompimento do silêncio, tais como a dependência econômico-financeira, a questão de não ter uma rede de apoio afetiva, onde a mulher possa recorrer em um episódio de violência. [...] (Adaptado)
Nos dois períodos transcritos a seguir, retirados da entrevista, o emprego do pronome relativo fere as normas do registro escrito padrão.
“[...] muitos dos homens que estão cometendo atos violentos já passaram por situações de violência nas suas próprias vidas, já vêm de lares aonde houve situações de violência contra a mulher [...]”
“[...] a questão de não ter uma rede de apoio afetiva, onde a mulher possa recorrer em um episódio de violência. [...]”
Assim, dentre as versões de reescrita sugeridas de I a III, identifique a(s) que atende(m) às prescrições da tradição gramatical:
I - ... de lares onde houve situações de violência contra a mulher e ... / ... uma rede de apoio afetiva, a que a mulher possa recorrer em um episódio de violência.
II - ... de lares em que houve situações de violência contra a mulher e ... / ... uma rede de apoio afetiva, na qual a mulher possa recorrer em um episódio de violência.
III - ... de lares nos quais houve situações de violência contra a mulher e ... / ... uma rede de apoio afetiva, para a qual a mulher possa recorrer em um episódio de violência.
Está(ão) CORRETA(S) apenas
 

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