É com esse cultivo, inicialmente no litoral da Capitania de São Vicente e pouco mais tarde no litoral de Pernambuco e Bahia, que começa de fato o processo de ocupação do território, estabelecendo-se uma incipiente transformação dos ambientes naturais em áreas cultivadas. No litoral paulista, a planície costeira, bem como os morros, foram ocupados com esse tipo de cultivo. No entanto, em menos de um século, o centro produtivo se deslocou para o litoral do Nordeste. As características do relevo e solo da planície marinha no litoral paulista, muito saturada de água e com baixíssima fertilidade dos solos, ofereciam maiores dificuldades de produção comparadas com os solos mais bem drenados dos tabuleiros costeiros de Pernambuco, também favorecido pelo maior calor e insolação diária e pelas chuvas abundantes.
(Ecogeografia do Brasil, 2006)
O texto refere-se ao cultivo: