A inflamação é, antes de tudo, processo útil e benéfico para o organismo, compensando quebra de homeostasia e repondo normalidade tissular. Esse processo de defesa e reparação somente deve ser combatido quando as manifestações clínicas agudas (classicamente tumor, calor, rubor e dor) são intensas e desconfortáveis, e se o processo adquire maior repercussão sistêmica e caráter subagudo ou crônico, com manifestações sintomáticas incapacitantes e danos tissulares cumulativos, como deformidades e perdas funcionais. Dentre
o vasto armamentário de fármacos com ação no processo inflamatório, destacamos os Anti-inflamatório não Esteroides (AINES). Dadas as afirmativas sobre eles,
I. Não podem ser usados como adjuvantes no tratamento da gota aguda e em osteoartrose, artroplastia e fibrose cística.
II. Ao inibirem a síntese de prostaglandinas e tromboxano mediante a inativação das enzimas ciclooxigenases constitutiva (COX-1) e induzível (COX-2), são úteis no manejo de manifestações sintomáticas musculoesqueléticas em pacientes com artrite reumatoide.
III. O uso de AINES deve ser considerado com cautela em pacientes idosos, visto o aumento do risco de sangramento gastrointestinal e perfurações, manifestações que podem ser fatais.
IV. Deve-se evitar o uso de AINES, principalmente coxibes, em pacientes com insuficiência cardíaca grave e cardiopatia isquêmica pelo risco de indução de infarto do miocárdio e acidente vascular encefálico.
V. Os AINES estão indicados na forma injetável para tratamento de dores intensas (como a pós-operatória), o que é motivado, principalmente, pelo medo da utilização de analgésicos opioides.
verifica-se que estão corretas apenas