Vivemos em uma sociedade amplamente dessacralizada; a religião já não é mais o elemento estruturador da ordem social. A arte e a cultura contemporânea não expressam conteúdos de feição sacral. Os valores e as normas, que orientam o nosso comportamento, distanciam-se de qualquer referência ao religioso. Os diversos domínios da vida social são regidos por regras próprias, sem qualquer ligação com princípios de fundo religioso. A religião na modernidade privatiza-se, deslocando-se da esfera pública para a esfera privada das consciências individuais.
Tal processo de diluição e deterioração da influência dos valores, símbolos, práticas e instituições religiosas é conhecido como: