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799672 Ano: 2015
Disciplina: Português
Banca: QUADRIX
Orgão: CRF-SP
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Leia o texto a seguir, para responder a questão abaixo.
Medicamento, farmácia, farmacêutico e o usuário: novo século, novas demandas.
Atualmente, a farmácia e o farmacêutico têm sido alvos de uma série de discussões quando entram em cena aspectos relacionados à saúde (ou não!) da população. Estes aspectos dizem respeito a medicamentos falsificados, empurroterapia, preço abusivo de medicamentos essenciais, genéricos, livre concorrência no mercado de trabalho, propagandas transformando o medicamento em mágica curadora de todas as doenças, sem nem ao menos alertar para possíveis efeitos indesejados que podem ser provocados pelos mesmos, enfim, um grande incentivo ao consumo de medicamentos (FERRAES, 2001).
O século passado foi marcado com grandes avanços científicos e tecnológicos em diversas áreas, inclusive na industrialização dos medicamentos. Por outro lado, a formação universitária não tem seguido o mesmo ritmo e capacita profissionais que, na maioria das vezes, têm dificuldades de se adaptar às exigências da sociedade. Isto porque, os estudos concentram teoria e as ações subsequentes acabam não contemplando a realidade e a demanda social (FERRAES, 2001).
Além disso, a indústria farmacêutica - hoje uma grande potência mundial - tornou-se capaz de exercer um "poder generalizado" sobre o ser humano. Este poder acaba submetendo muito sutilmente os indivíduos das mais diversas classes a um tipo de controle social. (...)
O poder da indústria farmacêutica é alimentado pelo marketing, propagandas duvidosas, muitas vezes ou quase sempre enganosas, publicidade que oferece tipos ideias e perfeitos de medicamentos, sempre de última geração, cada vez mais potentes (e mais caros!) do que aqueles que os antecederam. A propaganda de medicamentos acaba sendo um grande estímulo ao usuário, levando-o a comprar os produtos anunciados, e fazendo-o pensar que pode ter todos os seus problemas resolvidos com esta compra. Triste e cara ilusão para alguns! Mas, certamente lucro real para outros! A propaganda de medicamentos acaba induzindo muitas pessoas a comprarem sem haver real necessidade. Este tipo de procedimento gera lucro para a farmácia e para a indústria farmacêutica, mas pode prejudicar, sem sombra dúvida, quem comprou o medicamento.
A grande ênfase na doença, as tentativas de fazer de tudo para encontrar mais saúde para as pessoas, o produto final que pode ser comprado para se ter saúde e o consumidor deste produto, não mais visto como usuário, contribuem para desvirtuar o papel, tanto do medicamento, como da farmácia e do farmacêutico (...).
(FERRAES, A. M.B.; CORDONI JR.Luiz. Medicamento, farmácia,
farmacêutico e o usuário: novo século, novas demandas. Disponível em:
<ww.uel.br/ccs/espacoparasaude/v4n1/doc/farmacia.doc>)
Indique a alternativa INCORRETA, de acordo com as ide ias apontadas no texto:
 

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