Paciente de 60 anos, saudável, trabalhador rural procurou atendimento com queixa de baixa acuidade visual em seu único olho, de início lento e gradativo e sem causa aparente.
Ao exame oftalmológico: AV s/c de 20/200 no OD e amaurose no OE. À biomicroscopia, OD com hiperemia pericerática e conjuntival, sem secreção purulenta, reação de câmara anterior com células de +++/4+, flare +++/4+, precipitados ceráticos granulomatosos no terço inferior e sem sinéquias posteriores ou anteriores. Cristalino direito com esclerose nuclear grau I/II. OE em phthisis bulbi. Tonometria de aplanação OD=42 mmHg. O exame fundoscópico revelou vitreíte e uma área de condensação brancacenta, arredondada e elevada na região temporal superior sem tocar o nervo óptico e sem descolamento da retina. Na ultrassonografia bidimensional evidenciou-se uma imagem cística, hipoecogênica, envolta por uma camada hiperecogênica.
Esse quadro clínico é compatível com