As relações financeiras do Brasil com o restante do mundo atravessam um momento excepcional. A passagem do país para a condição de credor internacional é apenas um marco simbólico dessa evolução, mas desperta tamanha euforia que pode passar a falsa impressão de que o país superou definitivamente a sua crônica dependência externa.
O Brasil tornou-se emprestador líquido porque o Banco Central acumulou aplicações em dólares (reservas) mais que suficientes para honrar toda a dívida externa — a pública e a privada. Em uma situação hipotética extrema, em que as fontes de crédito externo ao Brasil de súbito secassem, haveria meios para saldar os compromissos assumidos.
Países que equacionaram suas contas externas tendem a ser vistos como menos arriscados pelos investidores globais. Quando, além disso, as perspectivas de crescimento da economia são favoráveis e a expectativa de retorno de aplicações em ações e títulos públicos é elevada, forma-se um caldo de cultura para a entrada maciça de dólares sob diversas rubricas. É o caso do Brasil.
Folha de S.Paulo, 26/2/2008.
Julgue o item que se segue, relativo às idéias e a aspectos gramaticais do texto acima.
O trecho “dessa evolução” se refere à idéia antecedente expressa na primeira frase do texto.