Betina, 3 anos e 2 meses de idade, apresentou os seguintes resultados para as avaliações audiológicas realizadas:
- Avaliação eletrofisiológica por potenciais evocados auditivos de tronco encefálico (ABR/BERA/PEATE) com ausência de respostas ao clique na intensidade máxima do equipamento (equivalente a 100 dBNA), em ambas as orelhas;
- Timpanogramas do tipo tipo A (Jerger) com reflexos acústicos contralaterais e ipsilaterais ausentes bilateralmente;
- Respostas do tipo localização lateral para sons graves acima de 70 dBA e à voz amplificada em 70 dBNA no campo livre;
- Ausência de reflexo cócleo-palpebral.
Não foi possível obter condicionamento para realização de audiometria por resposta de orientação condicionada (Suzuki e Ogiba) ou audiometria de reforço visual.
Segundo a avó, Betina não emite sons inteligíveis e não compreende ordens verbais simples; utiliza gestos para se comunicar e apresenta boa interação com seus familiares.
A avaliação otorrinolaringológica não evidenciou alteração no exame físico e a avaliação neurológica demonstrou desenvolvimento neuropsicomotor adequado para a idade.
Analisando a situação descrita acima e se confirmada a hipótese diagnóstica de perda auditiva do tipo sensório-neural de grau severo ou profundo, podemos considerar que:
I- A conduta mais adequada para Betina seria a adaptação binaural, que permitiria o desenvolvimento adequado da linguagem e da função auditiva.
II- O tipo de aparelho mais indicado para Betina seria o intracanal, uma vez que seu meato acústico externo ainda é muito pequeno.
III- O aparelho retroauricular não seria uma boa indicação, uma vez que a tecnologia nele utilizada é considerada ultrapassada.
IV- O tipo de aparelho mais indicado para Betina seria o retroauricular, considerando que seu conduto auditivo ainda irá se modificar com o crescimento ósseo.
V- Considerando sua dificuldade de comunicação, não é recomendado, no momento, o uso de aparelho de amplificação sonora individual.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas: