A VIDA QUE EU LEVO
Te mostro a vida de verdade
seja bem-vindo à minha realidade (...)
E o homem branco traz doença, dizimou o nosso povo,
causou a nossa miséria e agora me olha com nojo
Sou um índio, sim, vou até falar de novo: Guarani Kaiowá
E me orgulho do meu povo
Esse povo que é guerreiro, é batalhador
Um povo que resiste com força e com amor
Amor pela terra querida
Amor por seus filhos e filhas
Filhos e filhas, marcados pela vida
Mais de quinhentos anos, uma ferida que não cicatriza (...)
Sei que não é fácil levar a vida desse jeito
Quinhentos e dez anos de abandono
confinados em reservas
em que mal cabem nossos sonhos
Pra nós o kit índio é o papel e a caneta
rimando na batida, eu vou levando a minha letra.
(Adaptado de https://www.vagalume.com.br/bro-mcs/a-vida-que-eulevo. html.)
A letra desse rap pode ser entendida, em síntese, como um instrumento de contestação dos Guarani Kaiowá contra