Uma característica de todas as línguas do mundo é que elas não são unas, não são uniformes, mas apresentam variedades, ou seja, não são faladas da mesma maneira por todos os seus usuários.
Muitas pessoas dizem que isso ocorre na nossa língua, porque “os brasileiros não sabem direito o português”. Não é verdade, todas as línguas apresentam variações: o inglês, o francês, o italiano etc. Também as línguas antigas tinham variações. O português e as outras línguas românicas provêm de uma variedade do latim, o chamado latim vulgar (popular), muito diferente do latim culto. A variação linguística é inerente ao fenômeno linguístico.
As línguas têm formas variáveis porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam uma região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade linguística serve para marcar a inclusão de um desses grupos, dá uma identidade para seus membros.
Aprendemos a distinguir as falas variáveis, a imitá-las e a julgá-las. Quando alguém começa a falar, sabemos se é do interior de São Paulo, gaúcho, carioca ou mesmo português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situações informais, mas não em ocasiões formais. As variedades são consideradas elegantes ou feias, certas ou erradas. Há, pois, um julgamento social sobre elas.
SAVIOLI, Francisco Platão e FIORIN, José Luiz. Lições de texto: leitura e redação. 5ª ed. São Paulo: Ática, 2006, p.110-111. Adaptado.
“Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens”. O sinal indicativo de crase está correto em:
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