Considerações acerca de estratégias de ensino para alunos com deficiência intelectual
Devido à diversidade presente nas escolas, o professor tem que realizar vários planejamentos de aula com estratégias potencializadoras da aprendizagem. Afinal, nem todos os estudantes seguem os mesmos caminhos para a construção do conhecimento. Com as crianças com deficiência intelectual não é diferente. Afinal, como já visto, cada uma apresenta limitações e potencialidades específicas (devido às experiências pessoais vividas), tendo, assim, cada uma, um ritmo de aprendizagem diferenciado. Logo, não há estratégia pedagógica que sirva para todos os alunos e é inadmissível que as limitações das crianças com deficiência intelectual sejam justificativas para o conhecimento não adquirido.
As limitações devem sim ser consideradas, mas nunca determinantes. Deve-se conhecer as dificuldades para elaborar atividades que fortaleçam as potencialidades dos deficientes intelectuais, sempre considerando o que o aluno já sabe, o seu conhecimento de mundo, sua forma de interagir com os outros, seu modo particular de aprender. Isto é, o educador deve identificar as possibilidades de aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual e contar com recursos que permitam a organização e a concretização de suas estratégias pedagógicas.
Para que o docente tenha um bom planejamento de suas ações é necessário, primeiramente, considerar o aluno e seus saberes. Planejar significa projetar, programar, elaborar roteiros para atingir determinados objetivos, de forma a evitar improvisação. Como a escola é o espaço de concretização do plano escolar é necessário organizar as ações visando à qualidade de formação dos alunos em todos os níveis.
Segundo Hilário (s/d, p. 23), existem quatro áreas distintas em que os indivíduos com deficiência intelectual podem se enquadrar (considerando sempre que cada indivíduo possui características, dificuldades e habilidades próprias):
1. área motora: algumas crianças com deficiência intelectual podem apresentar alterações na motricidade fina;
2. área cognitiva: parcela dos estudantes com deficiência intelectual podem: a) apresentar dificuldades na aprendizagem de conceitos abstratos; b) aprender de tudo só que de maneira mais lenta; c) apresentar dificuldades para focar atenção; d) demorar a memorizar;
3. área da comunicação: alguns alunos podem apresentar dificuldade de comunicação; e,
4. área socioeducacional: em alguns casos pode ocorrer disparidade entre a idade mental e a idade cronológica.
(OYAFUSO; MAIA, 2004, p. 26. Disponível em: https://fce.edu.br/blog/ desafios-e-estrategias-de-ensino-para-alunos-com-deficiencia-intelectual. Adaptado.)
Assinale a alternativa que contempla especificamente a valorização das áreas socioafetiva e de comunicação.