Em sua obra Psicologia da educação, Maria Tereza C. Moreira, no capítulo I – “A construção do conhecimento psicológico”, desenvolve uma visão histórico-filosófica e escreve que “Descartes instaura a dúvida metódica ou dúvida organizada, que procura fazer a crítica a todo conhecimento até então construído, seja da natureza ou do homem. A dúvida metódica duvida de todo o conjunto dos conhecimentos medievais, eliminando os ‘a priores’ e destruindo os dogmas. Pretende chegar a uma primeira verdade da qual não se possa duvidar, ou a um ponto fixo do qual seja possível pensar e agir. Analisando a dúvida, Descartes descobre: não se pode duvidar sem pensar. Portanto, o pensamento é a essência da natureza humana. O pensamento é o ponto de partida para o conhecimento, e todas as coisas que percebemos pelo pensamento claro e distinto são verdadeiras. Para assegurar a consistência do conhecimento, Descartes enfatiza o método”. Nessa perspectiva, considerando o aluno como sujeito cognoscente, a relação que se estabelece em sala de aula entre professor e aluno exige, obrigatoriamente, dois fundamentos importantes: a) a ação pensante do discente e b) o método de ensinar do docente. Assim sendo, na esteira cartesiana, é de suma importância que, em todas as disciplinas, especialmente em ensino religioso, sejam aplicados métodos que facilitem o processo de aprendizagem.
A autora considera eficaz o método cartesiano pelo fato de a decomposição dos problemas ter se tornado uma característica da ciência moderna. Para ela,