Paciente de 84 anos, sexo feminino, dependente completo para atividades de vida diária básicas e instrumentais devido a quadro de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) classificada como GOLD IV e grupo D. Histórico de quatro exacerbações infecciosas da DPOC nos últimos 12 meses, com necessidade de duas internações hospitalares, sendo que na última internação foi submetido a internação em terapia intensiva e intubação orotraqueal e recebeu alta hospitalar após 52 dias de hospitalização com traqueostomia e gastrostomia, múltiplas feridas por pressão e fricção, tetraparesia do paciente crítico, desnutrição, em delirium hipoativo e com necessidade de oxigênio suplementar por meio da traqueostomia. Após três semanas da alta hospitalar, evoluiu com insuficiência respiratória, sendo admitido novamente em terapia intensiva e reconectado à ventilação mecânica. Evoluiu com sepse com choque distributivo associado, sendo submetido a punção de acesso central, monitorização invasiva da pressão arterial e administração de aminas e antibióticos de largo espectro. A partir do segundo dia em terapia intensiva evoluiu com piora da função renal, sendo optado por terapia de substituição renal no quarto dia de internação. No sexto dia de internação hospitalar apresentou uma parada cardiorrespiratória (PCR), sendo submetido a manobras de ressuscitação por 20 minutos. No sétimo dia de internação, apresentava-se inconsciente desde a intercorrência do dia anterior, quando apresentou nova PCR, sendo constatado o óbito após 45 minutos de manobras de ressuscitação.
De acordo com o princípio da bioética que o caso clínico se refere: