Responda à questão a partir do trecho transcrito do livro “Educação e a crise do capitalismo real” de Gaudêncio Frigotto:
“O trabalho, nesta perspectiva, não se reduz a 'fator', mas é, por excelência, a forma mediante a qual o homem produz suas condições de existência, a história, o mundo propriamente humano, ou seja, o próprio ser humano. Trata-se de uma categoria ontológica e econômica fundamental. A educação também não é reduzida a fator, mas é concebida como uma prática social, uma atividade humana e histórica que se define no conjunto das relações sociais, no embate dos grupos ou classes sociais, sendo ela mesma forma específica de relação social. O sujeito dos processos educativos aqui é o homem e suas múltiplas e históricas necessidades (materiais, biológicas, psíquicas, afetivas, estéticas, lúdicas). A luta é justamente para que a qualificação humana não seja subordinada às leis do mercado e à sua adaptabilidade e funcionalidade, seja sob a forma de adestramento e treinamento estreito da imagem do mono domesticável dos esquemas tayloristas, seja na forma da polivalência e formação abstrata, formação geral ou policognição reclamadas pelos modernos homens de negócio (VEBLEN, 1918) e os organismos que os representam.” (FRIGOTTO, 2003, p.31).
Para analisar a categoria “trabalho”, Gaudêncio Frigotto (2003) utiliza que tipo de perspectiva?