ATENÇÃO: As questões 02 e 03 baseiam-se no texto abaixo.
Legisladores tentam proibir, cientistas defendem com unhas e dentes e ambientalistas protestam a plenos pulmões. Afinal, o conhecimento humano pode evoluir sem testes com animais?
Se os paparazzi acham complicado acompanhar a vida de Britney Spears, é porque eles nunca tiveram de correr com suas máquinas fotográficas atrás de Guava. Aurora, Thumper e Pocie também não facilitam a vida e de jeito nenhum se deixam fotografar. Não, não são membros de uma banda pop ou algo do tipo. São apenas algumas das macaquinhas que "trabalham" com o neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, na Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA).
O pesquisador só tem palavras meigas para falar delas. "Tímida, compenetrada e sem ambições maiores, Guava se limitava a realizar as tarefas diárias sem maiores alaridos. Bem-comportada, carinhosa e delicada em seus movimentos, ela rapidamente aprendeu tudo o que lhe foi ensinado", relembra Nicolelis, ao comentar os feitos da mais jovem de suas "colaboradoras" símias.
Ainda assim, não há meio de obter uma fotografia de qualquer uma delas. Há anos jornalistas ao redor do mundo gostariam de publicar imagens dessas "heroínas" (nas palavras do próprio Nicolelis) dos estudos do cérebro – pesquisas que trazem esperanças incríveis para seres humanos que sofrem de paralisia. As macaquinhas continuarão, provavelmente para sempre, no mais completo anonimato. "Por quê?", você pode perguntar. São as normas da universidade, que tem medo que as imagens despertem a fúria das associações protetoras dos animais. (...)
Salvador Nogueira
Considere as seguintes afirmações sobre o texto:
I. Em “Legisladores tentam proibir”, na apresentação do texto, tem-se uma locução verbal, e o verbo “proibir” classifica-se como intransitivo, pois não apresenta complemento no decorrer da leitura do texto.
II. No fragmento “(...) ela rapidamente aprendeu tudo o que lhe foi ensinado", no segundo parágrafo do texto, o O representa um pronome demonstrativo e o QUE um pronome relativo, introduzindo uma oração subordinada.
III. Em “Guava se limitava a realizar as tarefas diárias sem maiores alaridos”, no segundo parágrafo do texto, o “se” tem a função de partícula apassivadora.
IV. Na oração “O pesquisador só tem palavras meigas para falar delas.”, no segundo parágrafo do texto, caso a palavra “só” aparecesse entre vírgulas, alteraria o sentido original do texto.
V. Lendo somente o parágrafo inicial do texto, nota-se que esse texto trata da privacidade de personalidades famosas. No entanto, essa expectativa é frustrada pela leitura do restante do parágrafo.
Está(ão) INCORRETA(S):
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