Tiro Ao Álvaro
Elis Regina
De tanto levar frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Táuba de tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furar
Teu olhar mata mais do que bala de carabina
Que veneno estricnina
Que peixeira de baiano
Teu olhar mata mais que atropelamento de automóver
Mata mais que bala de revórver
De tanto levar frechada do teu olhar
Meu peito até parece sabe o quê?
Táuba de tiro ao Álvaro
Não tem mais onde furar
Composição: Adoniram Barbosa / Oswaldo Molles
Este texto foi publicado na década de 1960 e, durante a ditadura militar, foi censurado por “falta de gosto”. A justificativa para a censura é de que os rotacismos (os sons da letra L trocados pelo som da letra R) e outras palavras escritas conforme a fala paulista da época não eram adequadas. Considerando este contexto, assinale a alternativa CORRETA.