Segundo Benedito Medrado e Jorge Lyra (2015), o exercício de produzir análises em pesquisas de orientação psicossocial e de base qualitativa é sempre um grande desafio. Na arena da saúde, esse desafio parece potencializar-se em função da forte tradição de metodologias quantitativas que predomina no campo. Dadas as afirmativas sobre a pesquisa em psicologia,
I. A definição de um objeto e dos objetivos de pesquisa, seguramente, é o processo mais tranquilo na pesquisa. Nas pesquisas em saúde, geralmente são encontradas poucas adversidades na produção das informações a serem analisadas (geralmente nomeado de “trabalho de campo”), consumindo pouca energia do pesquisador que, ao chegar no momento de sistematizar e organizar suas análises, vê-se com energia e ávido por terminar o trabalho.
II. Muitas são as ocasiões em que a revisão da literatura resulta em uma melhor precisão da pergunta de pesquisa ou mesmo deslocamentos necessários para garantir um melhor foco. No caso de projetos de dissertação ou tese, esse processo acentua-se nos diálogos com o orientador e nas primeiras disciplinas do curso. Tal processo estimula a reflexividade e, não raro, alimenta inseguranças.
III. Raras vezes o “trabalho de campo” acontece exatamente como se espera. Muitos são os imprevistos e as necessidades de ajustes, seja em função de limitações técnicas, pessoais ou mesmo familiares do pesquisador (que, como qualquer outro profissional, está sujeito a condições adversas que independem de sua vontade ou controle), seja porque os entrevistados recusam-se a participar ou quando as entrevistas não rendem.
verifica-se que está(ão) correta(s)