Leia abaixo o poema “Tapuia”, de Raul Bopp, para responder às questões 06 e 07.
noite o rio te chama.
TAPUIA As florestas ergueram braços peludos para esconder-te A tua carne triste se desabotoa nos seios recém-chegados do fundo das selvas. Pararam no teu olhar as noites do Amazonas mornas e imensas E no teu corpo longo. ficou dormindo a sombra das cinco estrelas do Cruzeiro. O mato acorda no teu sangue sonhos de tribos desaparecidas - filha de raças anônimas que se misturam em grandes adultérios! E erras sem rumo assim pelas beiras do rio que os teus antepassados te deixaram de herança O vento desarruma os teus cabelos soltos e modela o vestido na intimidade do teu corpo exato. noite o rio te chama. Chamam-te vozes do fundo do mato. Então entregas à água preguiçosamente como uma flor selvagem ante a curiosidade das estrelas. Fonte:http://apoesiadobrasil.blogspot.com. br/2012/05/raul-bopp-1898-1984.html |
No verso “E erras sem rumo assim, pelas beiras do rio”, a ideia expressada pelo verbo destacado está de acordo com a seguinte informação: