Leia o texto abaixo para responder à questão.
Uma rua como aquela
Era uma rua sem saída, muito simpática e limpa, de calçada tão estreita como uma passarela. Quem ali entrava, se não fosse morador, era para fazer visita ou entregar encomendas. Assim não havia gente transitando, nem automóveis em disparada, um sossego para as mães daquela rua sem saída.
Começava numa outra de grande movimento, a Rua do Governador, e tinha exatamente cento e cinqüenta metros de comprimento, sendo que sua largura nunca alguém teve a curiosidade de medir, mas se dois automóveis estivessem encostados à calçadinha, um de cada lado, um terceiro passaria com dificuldade entre ambos. Por isso, seus moradores usavam recolher os carros sempre que chegavam, e assim, ela vivia maravilhosamente desimpedida para andar-se de bicicleta ou passear carrinhos de bebê.
A rua terminava num larguinho onde, com facilidade, os automóveis faziam a curva e voltavam; no centro havia um canteiro de gerânios vermelhos e uma árvore de rala galharia que os entendidos diziam ser um pau-brasil, ali, a despertar sentimentos patrióticos.
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(PRADO, Lucília Junqueira de Almeida. Uma rua como aquela. Rio de Janeiro: Record, 1987, p.11,12)
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