A natureza do trabalho se transforma, e o mundo tenta se adaptar — tanto nos países ricos como nos pobres. Faltam emprego e proteção do Estado, reclamam os pobres, que avançam pela atividade informal. Dados divulgados pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelam que, no ano passado, o desemprego atingiu 185,9 milhões de pessoas no mundo, o mais alto índice desde 1990, o que corresponde a 6,2% da força de trabalho global. Na categoria dos pobres, o Brasil não escapa da voragem. A taxa média de desemprego em 2003, em seis regiões metropolitanas, foi de 12,3%, superior ao desemprego urbano (11%) em nove países da América Latina. De cada dez postos de trabalho gerados na região, apenas quatro têm alguma forma de seguridade, e só dois contam com alguma forma de proteção social. A primeira conseqüência de tal quadro se faz sentir na renda, que cai.
Silio Boccanera. Tempos modernos. In: Primeira Leitura, n.º 24, fev./2004. p. 23 (com adaptações).
Tendo o texto acima por referência inicial e considerando aspectos significativos da ordem econômica e social contemporânea, julgue o item seguinte.
A atividade informal a que se refere o texto pode ser traduzida como experiência laboral típica dos dias atuais em que o trabalhador, conquanto registrado em carteira profissional, abre mão de determinados direitos trabalhistas, como férias e aposentadoria por tempo de serviço.