Em um Manifesto divulgado na 11a Bienal de Arquitetura de Veneza, de 2008, e em um artigo na revista Architectural Design, em 2009, o arquiteto e pesquisador Patrik Schumacher propõe um novo paradigma para a arquitetura contemporânea, baseado em pesquisas do Design Research Laboratory (DRL) da Association School of Architecture (AA) e em sua experiência como colaborador da arquiteta Zaha Hadid (figura a seguir).

(https://dailyartcocktail.com/worlds-best-female-architect-zaha-hadid/)
Para ele, os estilos podem ser definidos como “programas de pesquisa de projeto”, e para produzir uma “adaptação inovativa” a um cenário complexo de transformação digital e heterogeneidade social, Schumacher propõe cinco agendas: 1) interarticulação de múltiplos subsistemas; 2) reforço da sensação geral de integração orgânica por meio de correlações); 3) percepção visual da ordem e da configuração além dos parâmetros usuais de objetos geométricos; 4) reconfiguração e adaptação; e 5) visão do urbano na qual os edifícios formam um campo em constante mudança. Definem-se como “tabu”, do ponto de vista funcional, estereótipos funcionais rígidos e zoneamento funcional segregador e, do ponto de vista formal, geometrias rígidas e primitivas – como quadrados, triângulos e círculos –, buscando-se evitar a repetição de elementos e sua justaposição ou de sistemas não relacionados. Pelo contrário, o novo “dogma” proposto considera que formas e funções podem ser maleáveis, flexionando-se e comunicando-se umas com as outras. Esse “Novo Estilo Global” proposto por Schumacher é denominado