Leia o seguinte fragmento de texto para responder à questão.
O homem mais humilde, desprovido de ambição do acúmulo de riqueza, vivendo numa sociedade razoavelmente organizada, já não mais consegue cumprir apenas a sua atividade laborativa. As leis e diretrizes sociais obrigam-no a compromissos que o excedente da sua atividade laborativa não atenderá. A sua alimentação, que ele mesmo produz por meio de uma agricultura primitiva, talvez não consiga atingir um valor no mercado, de tal forma que o excedente, sendo vendido, não será suficiente para que ele pague as taxas e impostos da "sua propriedade". Até mesmo a água que ele bebe, seja de um poço ou de um sistema de captação e distribuição, sofre um controle tecnológico. Ele pode até ser obrigado a se mudar do lugar que escolhera para viver, se os controladores do meio ambiente concluírem que o ar por ele respirado tem uma concentração muito alta de dióxido de carbono. No seu isolamento, sequer uma atitude estóica, de convívio com a dor lhe é permitida. A dor, reflexo de uma enfermidade de causa desconhecida, implicará uma investigação profunda, para que se afaste o perigo de eclosão de uma epidemia.
(Adaptado de José Liberato Ferreira Caboclo, Ética e tecnologia)
Analise as seguintes possibilidades de continuidade para o texto.
I. Finalmente, promover a dor por meio do labor tornou-se até uma dimensão social da própria atividade laborativa.
II. Viver simplesmente a vida passou a ter um custo que a simples atividade laborativa não consegue atender.
III. Com isso, pela tecnologia, até as mais privadas das atividades humanas, como beber e respirar, tornam-se públicas.
IV. Esse mascaramento da atividade laborativa, pela tecnologia, resulta na venda de uma força de trabalho pouco qualificada.
Estão gramaticalmente corretos e coerentes com a argumentação do texto apenas os itens