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3184055 Ano: 2023
Disciplina: Geografia
Banca: IDESG
Orgão: Pref. Mutum-MG

Atingiu o limite da capacidade do povo brasileiro suportar agressões a outorga ao Sr. Ernesto Guevara, vulgo Che – ex-cidadão argentino que renegou sua pátria para servir à causa do bolchevismo na frente avançada de Cuba –, da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul em seu mais elevado grau. A visita desse senhor ao Brasil já era difícil de engolir. Admitia-se que ele viesse a convite próprio, apenas referendado pelo nosso governo, que não tivera saída. Entretanto, o presidente transformou o agitador profissional, o inimigo da democracia, que acaba de renegá-la em Punta del Este, esse desalinhado promotor de vários escândalos internacionais, em hóspede bem-vindo, merecedor das maiores homenagens. Não sabemos como os dignos ministros da Guerra e da Marinha – não falemos do ministro do Exterior –, que fazem parte do Conselho da Ordem, podem haver concordado com a indefensável deferência ao sócio de Fidel Castro”.

(Fonte: GRÃ-CRUZ PARA UM AGITADOR INTERNACIONAL, O Globo, Rio de Janeiro. 16 de agosto de 1961. Editorial. p.1.)

A condecoração do líder revolucionário socialista Ernesto “Che” Guevara com a Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul, data pelo Presidente do Brasil Jânio Quadros, suscitou diversas críticas da elite burguesa nacional, como se pode verificar neste trecho do editorial do jornal “O Globo” publicado no dia seguinte à cerimônia, veículo de comunicação que era porta-voz desta classe. O assombro da classe exploradora brasileira diante da atitude do presidente se deve ao contexto geopolítico do início dos anos 1960, que ficou caracterizado pela disputa político-ideológica entre os EUA e a URSS, superpotências que emergiram vencedoras da Segunda Guerra Mundial. Esta conjuntura global, atravessada de tensões entre essas duas poderosas nações, ficou conhecida na história como:

 

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