Magna Concursos
1295658 Ano: 2015
Disciplina: Educação Física
Banca: FUNEC-MG
Orgão: Pref. Contagem-MG
Leia o excerto sobre o racismo.
O mundo do futebol experimenta uma escalada racista. No Brasil, uma torcedora gremista, durante a última partida disputada contra o Santos, atacou a dignidade e o decoro do goleiro visitante. Xingou-o de macaco. Em defesa da torcedora, e a culpar o goleiro santista, Aranha, saiu o vice-presidente do Grêmio, que perdeu a oportunidade de ficar calado ante a fúria racista mostrada ao vivo e em cores. Não bastasse, parte da torcida gremista entoou uma canção tirada do fundo do baú, de menosprezo a negros, criada para atacar os rivais torcedores do Internacional. (...)
No Brasil, o repúdio ao racismo foi colocado na Constituição e considerado crime imprescritível e inafiançável. Quando o ofendido em sua honra subjetiva é pessoa certa, identificada como no caso do goleiro Aranha, que se disse ferido na sua autoestima, o enquadramento legal se dá pelo Código Penal e com subsunção da conduta da torcedora gremista ao tipo conhecido por “injúria racial” (art. 140, p. 3º). A pena é branda, não passa de três anos, e enseja ao primário regime aberto, na modalidade de prisão albergue domiciliar. (...)
Para enfrentar o racismo, apenas a repressão não basta. É necessária a prevenção e a educação para a legalidade democrática, tudo sem esquecer poder um campo de futebol lotado servir muitas vezes como amplificador do pensamento de parte da sociedade. O racismo também já restou notado entre atletas e técnicos de futebol. Segundo muitos especialistas, a discriminação nasce da não tomada de consciência do medo ao diferente e, assim, campanhas podem ser empregadas com sucesso e estimular a consciência igualitária. (...)
( Disponível em <http://www.cartacapital.com.br/revista/816/preconceito-no-futebol-7474.html>. Acesso em: 30 maio 2015. Adaptado.)
As autoras Goellner, Guimarães e Macedo (2011) propõem que os professores de Educação Física considerem situações ocorridas no cotidiano de nossa sociedade para problematizar o corpo em relação às diferenças de gênero, sexualidade e étnico-raciais em suas práticas pedagógicas.
Com base nas discussões propostas pelas autoras, é imprescindível que os profissionais, no âmbito da escola e também fora dela, considerem estas situações apresentadas no excerto, porque:
 

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