O texto a seguir é referência para a questão.
Pagando para sofrer
A violação dos direitos do consumidor brasileiro atingiu níveis insuportáveis. Enquanto as autoridades repetem os jargões da cidadania, interesses privados violentam moral e financeiramente milhões de pessoas indefesas. Em plena euforia desenvolvimentista, a sociedade continua presa num capitalismo pré-histórico, lesivo e inescrupuloso. Ninguém age contra esses absurdos cotidianos.
Passada a histeria inicial, as empresas adaptaram-se ao teatro da fiscalização irrelevante. “Propaganda enganosa” virou pleonasmo e, no fundo, uma qualificação bastante confortável para o delito. As vítimas, desinformadas, incrédulas ou preguiçosas, dificilmente reclamam. Mas podemos culpá-las? Os Procons, sucateados e afeitos a intervenções políticas, são máquinas de moer paciências e bravatear resoluções menosprezadas. As sanções, limitadas e eventuais, resultam desprezíveis perante os recursos dos infratores. E basta-lhes ignorá-las, deixando que as catacumbas judiciais posterguem seus castigos até um futuro incerto. [...]
Os maiores transgressores das normas de consumo são justamente os principais anunciantes da mídia nacional. A imprensa jamais defenderá que os bandidos recebam as punições rigorosas e definitivas que merecem. E o governo federal, acuado pelos fantasmas do desemprego e da estatização, prefere parecer apenas covarde.
(Guilherme Scalzilli. Caros Amigos, n. 162, set. 2010, p. 9.)
“Muito práticos para as empresas, tendo em vista que os empregadores com frequência baseiam os recrutamentos no nome da universidade em que os candidatos se formaram, os vestibulares permanecem entre os principais critérios para a obtenção de emprego no Japão”.
Nessa proposição, “práticos” é característica dos: