Nas últimas décadas, particularmente depois de meados dos anos 70, o mundo do trabalho vivenciou uma situação fortemente crítica, talvez a maior desde o nascimento da classe trabalhadora e do próprio movimento operário. O entendimento dos elementos constitutivos dessa crise é de grande complexidade, uma vez que nesse mesmo período, ocorreram mutações intensas, de diferentes ordens e que, no seu conjunto, acabaram por acarretar consequências muito fortes no interior do mundo do trabalho e, em particular, no âmbito do movimento operário e sindical.
(Adaptado de: Antunes, Ricardo. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. São Paulo: Boitempo, 2009, p. 185, grifo no original)
Considere as seguintes proposições a respeito dessas mudanças no mundo do trabalho:
I. Há uma crise estrutural do capital que resultou em um profundo processo de reestruturação da produção, impactando, sobremaneira, a classe trabalhadora pela perda de direitos, precarização dos empregos e reduções salariais.
II. Ocorre um aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho com salários em média iguais aos dos homens.
III. A agenda neoliberal passou a orientar a ação dos governos, o que resultou em políticas de redução do tamanho do Estado, desregulamentação, privatizações, austeridade fiscal, financeirização da economia, desarticulação das organizações sindicais e restrição dos direitos sociais dos trabalhadores.
IV. Na fase da reestruturação produtiva há um aumento do trabalho improdutivo no interior das fábricas, com a expansão das atividades de supervisão, vigilância e inspeção.
V. A ampla criação de empregos e o surgimento de novos tipos de trabalho no setor de tecnologia impediram a consolidação do desemprego estrutural.
Está correto o que se afirma APENAS em