Mal amparado por escolas que evadem qualquer menção à análise sintática, o brasileiro nem sabe onde buscar régua e compasso para disciplinar a língua que fala. O português é uma entidade dinâmica, continuamente alterada e enriquecida por novas gírias, expressões, palavras importadas. Mas essa fluidez não faz dela um território sem leis. As gramáticas normativas [...] cumprem um bom papel no esclarecimento de dúvidas sobre o que é ou não correto na escrita. A fala, porém, admite muitas construções que seriam aberrantes na página impressa. “Vou no médico”, por exemplo, é a forma mais comum em conversas informais, ainda que o correto seja “ou ao médico”. O que é preciso é achar o equilíbrio, inclusive nas diferenças de registro: um adolescente não pode empregar com os avós o mesmo termo que utiliza nas baladas com sua turma.
(Jerônimo Teixeira e Daniela Macedo, “Nós falamos mal, mas você pode fazer melhor”. Veja, 11.08.2010)
É correto concluir que, para os autores dessa matéria de Veja,
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Professor da Educação Básica - EJA/Português
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