A resistência à escravidão precede a formação das favelas; entretanto, devido à falta de políticas de inclusão após a abolição da escravatura em 1888, as favelas se tornaram uma espécie de experimento social que une intensa opressão, supressão de direitos, e violência por parte do Estado e do crime organizado, de modo que a resistência tenha se tornado uma grande parte da vida das pessoas negras nas favelas, com dimensões tanto físicas como sociais. […]
As comunidades das favelas também são caracterizadas por longa história colaborativa de pessoas trabalhando juntas e resolvendo problemas de forma solidária. Talvez o aspecto mais visível desse legado seja o mutirão, prática em que as pessoas se unem para construir casas, pavimentar estradas, instalar sistemas de saneamento, limpar as ruas, ou realizar qualquer atividade que seja mais bem executada de maneira coletiva do que individual. […]
As favelas são comunidades porque, como em outras comunidades, os moradores cuidam uns dos outros, trabalham juntos para lidar com problemas compartilhados, e dividem um senso de pertencimento com seus vizinhos.
(NEMER, David. Tecnologias do Oprimido: desigualdade e o mundano digital nas favelas do Brasil. Vitória:
Editora Milfontes, 2021. p. 37-38)
Considerando o período “As favelas são comunidades porque os moradores cuidam uns dos outros.”, assinale a alternativa cujo uso do conectivo sublinhado não apresenta semelhança sintático-semântica com esse período.