Gestantes que estão colonizadas pelo estreptococo do grupo B (EGB) na vagina e/ou no reto podem transmitir este germe oportunista aos seus recém-nascidos. Portanto, a colonização materna pelo EGB no momento do parto consiste em um importante fator de risco para a transmissão vertical desta bactéria e desenvolvimento da doença estreptocócica neonatal. Dentro desse contexto e de acordo com protocolo nacional preconizado pelo Ministério da Saúde, analise as seguintes afirmativas:
I. Está indicada antibioticoprofilaxia intraparto em gestantes que não realizaram cultura de material vaginal e endoanal prévia em casos de trabalho de parto ou ruptura de membranas pré-termo, ruptura de membranas com duração >= 18 horas, febre intraparto ou bacteriúria por EGB na gestação em curso (apenas em casos com > 100.000 UFC na urocultura).
II. O antibiótico de primeira escolha para gestantes colonizadas pelo EGB é a penicilina G endovenosa com dose inicial recomendada de 5.000.000 UI, e dose de manutenção de 2.500.000 UI a cada 4 horas até o nascimento.
III.Se o resultado negativo da cultura vaginal/retal para EGB estiver dentro do intervalo de 5 semanas antes do parto, mesmo apresentando fatores de risco (parto prematuro e/ou ruptura de membranas >= 18 horas) não está indicada a antibioticoprofilaxia intraparto.
IV.Se o antibiótico utilizado para prolongar o período de latência da ruptura prematura das membranas pré-termo for ampicilina nas doses recomendadas para a antibioticoprofilaxia para EGB, pode-se considerar profilaxia adequada para EGB.
Está CORRETO o que se afirma em: