No Brasil, a vacina BCG é prioritariamente indicada para crianças de 0 a 4 anos, com obrigatoriedade para menores de 1 ano, como dispõe a Portaria No 452, de 6 de dezembro de 1976, do Ministério da Saúde e a Portaria Nº 3.030, de outubro de 2010, que institui, em todo o território nacional, os calendários de vacinação do Ministério da Saúde.
Sobre essa vacina, analise as afirmativas abaixo:
I. A vacina BCG se constitui em uma vacina atenuada, e cada dose administrada contém cerca de 200 mil ou até mais de um milhão de bacilos. A administração da vacina é intradérmica, no braço direito, na altura da inserção do músculo deltoide. Essa localização permite a fácil verificação da existência de cicatriz para efeito de avaliação do programa e limita as reações ganglionares na região axilar. A vacina BCG pode ser simultaneamente administrada com outras vacinas, até mesmo, com as de vírus vivos.
II. Essa vacina, quando administrada, não protege os indivíduos já infectados pelo Mycobacterium tuberculosis nem evita o adoecimento, seja por infecção endógena ou exógena, mas oferece proteção a não infectados contra as formas mais graves, como a meningoencefalite tuberculosa e a tuberculose miliar na população menor de 5 anos. Nas áreas com elevada prevalência de infecção por microbactérias não tuberculosas, a proteção do BCG é reduzida, razão pela qual, nessas regiões, o seu rendimento é baixo em termos de saúde pública. Não está recomendada a segunda dose da vacina BCG no Brasil.
III. Está indicada a vacina Bacilo de Calmette Guérin intradérmica – BCG-ID para os contatos intradomiciliares de portadores de hanseníase, sem presença de sinais e sintomas de hanseníase, independentemente de serem contatos de casos paucibacilares – PB ou multibacilares – MB. A vacinação não deve ser realizada de forma seletiva.
IV. Recomenda-se revacinar lactentes que foram vacinados com BCG ao nascer e que não apresentem cicatriz após 6 meses. Revacinar apenas uma vez, mesmo que não apresentem cicatriz novamente.
V. A vacina BCG não provoca reações gerais, como febre ou mal-estar. Normalmente, nos menores de 1 ano, grupo prioritário, a reação local da vacina é de evolução lenta e benigna, variando de indivíduo para indivíduo de seis a 12 semanas (BRASIL, 2008e). Desde que a técnica de administração da vacina seja realizada corretamente, a lesão vacinal evolui normalmente da 1a à 2a semana, com mácula avermelhada com enduração, cujas dimensões variam de 5 a 15 mm, da 3a à 4a semana com pústula que se forma com amolecimento do centro da lesão, seguida pelo aparecimento de crosta e da 6a à 12a semana com cicatriz com 4 a 7 mm de diâmetro encontrada em cerca de 95% dos vacinados.
Estão CORRETAS