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3238927 Ano: 2012
Disciplina: Português
Banca: FUNDEP
Orgão: MPE-MG
A questão deve ser respondida com base no texto a seguir. Leia atentamente todo o texto.
O FUTURO DO LIXO
Aterro usa plasma para gerar energia a partir de resíduos

O FUTURO DO LIXO
Aterro usa plasma para gerar energia a partir de resíduos

No estado americano de Oregon, o lixo está deixando de ser um problema para

virar fonte de energia limpa e produzida de forma inovadora. No aterro Columbia

Ridge, que recebe 35 mil toneladas de lixo por semana, resíduos orgânicos e

inorgânicos são transformados em gás em um processo digno de ficção científica,

que envolve as palavras átomos e plasma − o quarto estado da matéria, que constitui

as estrelas e grande parte do Universo.

A maneira mais comum de gerar energia a partir do lixo ainda é a incineração.

Entretanto, ela lança poluentes na atmosfera (por mais que haja sistemas para

prender os gases provenientes da queima, parte deles escapa). No Columbia Ridge,

o lixo não é queimado, mas superaquecido. Após ser triturado, os resíduos são

jogados em um tanque com oxigênio e vapor d’água a 815°C. O calor evapora até

85% do material, que vira gás e vai para uma câmara já separada para ser

reaproveitado.

O lixo triturado que resiste a esta primeira etapa passa para outro tanque. Lá, a

temperatura é dos infernos: 10 mil°C, graças a uma descarga elétrica gerada por dois

eletrodos. E aí vem o pulo do gato do método. Com a alta temperatura, o material se

transforma em plasma, que é parecido com o gás, porém mais denso e com mais

íons. Essas características fazem com que perca suas ligações químicas e volte a

seus átomos originais, como carbono e hidrogênio, que são reaproveitados como

combustível e fertilizante. “Sabemos dessa capacidade do plasma há mais de

décadas. Mas, para chegar aos eletrodos, precisamos de muita pesquisa”, afirma

Jeff Surma, cofundador da S4, que comanda o projeto, encomendado pelo governo

de Oregon.

O pouco material que ainda resta depois de tanto esforço para destroçá-lo em

átomos é embalado em vidro e pode ser usado na fabricação de asfalto e aço.

Sem geração de resíduos e poluentes, o único porém do método é o preço:

quatro vezes mais para cada quilo de lixo se comparado à queima de resíduos. Mas,

para poupar o meio ambiente e esvaziar os aterros (37% deles estão lotados em todo

o mundo), pode valer investir na técnica.

CORDEIRO, Tiago. Revista Galileu. n. 250. Maio 2012, p. 21 (Texto adaptado)


CORDEIRO, Tiago. Revista Galileu. n. 250. Maio 2012, p. 21 (Texto adaptado)
Assinale a alternativa em que o sentido da palavra sublinhada foi incorretamente identificado nos colchetes.
 

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