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3574970 Ano: 2024
Disciplina: Português
Banca: IDCAP
Orgão: INOVA Capixaba
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O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.

As surpreendentes vantagens de se andar com os pés descalços

Nas últimas décadas, o hábito de caminhar de pés descalços ganhou cada vez mais adeptos.

Enquanto alguns veem a moda como passageira, outros argumentam que é uma prática saudável, enraizada em nossa natureza.

Na verdade, muitos pais e mães de crianças que ainda não aprenderam a andar mostram grande preocupação com o desenvolvimento dos pés infantis, o que ajuda a explicar a ampla adoção, atualmente, do chamado calçado minimalista, aquele que proporciona uma experiência semelhante à de andar descalço, na idade pediátrica.

Andar descalço seria igualmente importante para os adultos? O pé não é simplesmente um elemento para caminhar e suportar o nosso peso. Ele é um complexo sistema biomecânico composto por vinte e oito ossos especializados em outras várias funções relacionadas à estabilidade, ao equilíbrio e à eficiência ao caminhar.

Em alguns centímetros quadrados, o pé assegura que possamos realizar uma atividade tão básica quanto nos deslocarmos de um lugar a outro. Além disso, a sola do pé tem quase tantas terminações nervosas quanto as das mãos e é uma grande reguladora da nossa postura e movimento.

Andar descalço por vontade própria não é uma invenção moderna. Algumas culturas antigas consideravam que, ao fazê-lo, era estabelecida uma conexão direta com a terra. No entanto, com a invenção do calçado, priorizou-se a proteção e o status em detrimento da naturalidade.

Nas sociedades modernas, o calçado é um elemento essencial de vestuário, tanto por razões de higiene quanto de posição social. Faz sentido, então, prescindir dele em muitos momentos?

As pesquisas científicas revelam que favoreceria a conexão com a natureza e, de um ponto de vista emocional, com nós mesmos.

No que diz respeito aos aspectos meramente físicos, há diferenças entre andar calçado ou de pés descalços, e sabe-se disso há algum tempo.

Já em 1905, o Dr. Phil Hoffman comparou os pés de pessoas que andavam descalças com os de quem usava calçados e encontrou grandes diferenças entre eles, tanto na forma quanto na função do pé. Uma revisão sistemática realizada em 2015 endossou os achados de Hoffman e detectou várias diferenças-chave.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c51nnlqq5yvo. adaptado.

Em alguns centímetros quadrados, o pé assegura que possamos realizar uma atividade tão básica quanto nos deslocarmos de um lugar a outro.

O vocábulo que, nesta frase, comporta-se morfologicamente como pronome é:

 

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