Leia o texto a seguir para responder à questão.
Pesquisador americano afirma:
nascemos para correr!
Prazer, adrenalina, superação. Podemos ouvir
as mais variadas respostas quando a questão
é “o que leva tanta gente a correr”? Para quem
não corre, não é tão lógico que correr faz bem. E
nada parece explicar o que move a multidão que
invade as ruas das principais cidades do Brasil e do
mundo, principalmente aos domingos pela manhã.
Mas para o paleoantropólogo David Lieberman, da
Universidade Harvard, é simples: nós nascemos
para correr.
Lieberman e sua equipe têm defendido ao longo da
última década, que os seres humanos são atletas de
longa distância natos, bichos que aprenderam a fazer
da corrida uma estratégia adaptativa importante. E
tudo começa com, adivinhem, qual parte do corpo?
Os glúteos! Sim, isso mesmo. Nossos parentes
mais próximos na escala evolutiva, os chimpanzés,
a rigor quase não têm bumbum. Aliás, entre os
primatas o Homo sapiens é o único bicho bundudo
por excelência.
O gluteus maximus, como é conhecido o músculo
traseiro entre os anatomistas, é um refinado
estabilizador durante corridas de longa distância.
Lieberman lembra que ele é muito usado para correr,
mas quase não é ativado numa simples caminhada.
Outro ponto que leva o especialista de Harvard e
seus companheiros de pesquisa a afirmar que a
corrida faz parte da natureza humana é o ligamento
nucal, estrutura anatômica que começa na região
da nuca, como o próprio nome diz, e chega até a
coluna. Os pesquisadores perceberam, durante
experimentos nos quais porcos eram colocados para
correr numa esteira, que os pobres suínos eram
incapazes de manter a cabeça erguida durante a
corrida mais longa. E isso se devia justamente ao
fato de não possuírem o ligamento nucal.
Ao vasculhar fósseis dos vários períodos da
evolução humana, os cientistas perceberam que
as adaptações físicas e esqueléticas favoráveis
à corrida são mesmo típicas do gênero Homo, em
especial de formas com mais ou menos 2 milhões
de anos.
Para Lieberman a capacidade de andar e correr
por longas distâncias teria até mesmo turbinado,
indiretamente, o aumento do cérebro dos hominídeos.
Isso porque os maratonistas da linhagem humana
teriam conseguido alcançar mais presas na caça e
também obter mais carcaças de animais mortos por
outros predadores, possibilitando maior consumo de
proteína e gordura, “combustíveis” indispensáveis
para um órgão tão beberão de energia quanto o cérebro. Podemos dizer que, nossos ancestrais
corriam para ganhar calorias e não para perdê-las.
Obviamente, a tese da equipe de Lieberman não
passou sem contestação. John Hawks, especialista
em evolução humana da Universidade Wisconsin,
acha a ideia improvável: “se tivéssemos evoluído
para correr, nasceríamos com uma garrafa de
Gatorade implantada no braço”, brincou ele em seu
blog.
Disponível em: https://www.jornalcorrida.com.br/post/
pesquisador-americano-afirma-nascemos-para-correr.
Acesso em: 30 de setembro de 2025.
I. O estudo científico do paleoantropólogo David Lieberman comprova que nascemos para evoluir por meio da corrida.
II. A pesquisa realizada por Lieberman e sua equipe defende que os seres humanos são atletas natos.
III. Para o paleoantropólogo os seres humanos são os únicos a terem bumbum e ligamento nucal.
IV. O especialista em evolução humana, John Hawks, concorda e valida a pesquisa desenvolvida por Lieberman e sua equipe.
Assinale a alternativa que apresenta as assertivas corretas.