Eu sei, mas não devia
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. [...]
COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Disponível em: https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/. Acesso em: 15 de julho de 2025.
Koch e Elias, em Escrever e Argumentar, dissertam sobre algumas estratégias de progressão textual que auxiliam na construção da argumentação. Sabendo disso, ao ler este trecho do texto de Marina Colasanti, identificamos uma dessas estratégias mencionadas, que é
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia. A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão. [...]
COLASANTI, Marina. Eu sei, mas não devia. Disponível em: https://www.culturagenial.com/eu-sei-mas-nao-deviamarina-colasanti/. Acesso em: 15 de julho de 2025.
Koch e Elias, em Escrever e Argumentar, dissertam sobre algumas estratégias de progressão textual que auxiliam na construção da argumentação. Sabendo disso, ao ler este trecho do texto de Marina Colasanti, identificamos uma dessas estratégias mencionadas, que é