Leia o texto abaixo para responder a questão.
Tal pai, tal pet
Segundo pesquisa realizada pela a empresa Petz, 88% dos entrevistados consideram seus pets como membros da família
O tema “pais de pet” é algo que está em evidência atualmente nas redes sociais, propondo debates para descobrir
se os tutores podem ou não serem considerados pais, afinal, cuidar de um animalzinho não seria o mesmo que cuidar de um
filho humano. No entanto, Leonardo Costa, jornalista e pai do gato Dudenildo e do cachorro Theobaldo, discorda disso. Para
ele, os amores são semelhantes, já que ser tutor requer dar amor, carinho, cuidados com saúde, higiene, educação e alimentação. De acordo com a pesquisa realizada pela Petz, com 753 pessoas foram ouvidas, 88% dessas pessoas consideram
seus animais de estimação como membros da família.
Leonardo conta que decidiu ser pai de pet após passar a conviver com Theobaldo, o cachorrinho de sua esposa, que
na época era apenas namorada, e acabou se vendo convencido a adotar um gato, o Gruguenildo, que estava em situação de
rua. “Depois da doação, ele acabou virando o xodó da casa”. A Petz destaca que, de acordo com o levantamento feito, 38%
das pessoas consideram seus animais como uma das coisas mais importantes da vida.
O jornalista explicou que, tempos depois, Gruguenildo havia sido atacado por um grupo de cães da região onde
mora, que conseguiu tirar o gato do meio dos cachorros, mas que assustado, ele acabou se escondendo em um bueiro próximo de onde estavam. Em uma tentativa desesperada de resgatar seu pet, Leonardo levantou a tampa do bueiro e acabou
rompendo o tendão do bíceps. “Na hora não pensei que a tampa seria 60 quilos. Ele foi para o veterinário e eu para o hospital, ele quebrou a pata e eu rompi o tendão. Infelizmente ele veio a falecer dois dias depois”.
“Foi o primeiro gato que tive e foi uma paixão muito forte, nunca pensei que fosse gostar tanto de um gato. Ele
dormia na minha cama, ele escutava eu chegando e já ia para a porta, então é um verdadeiro filho… é um filho” definiu
Leonardo ao ser questionado sobre o amor por seu animal de estimação. Tempos depois, o jornalista adotou o gato Dudenildo.
Rosana Baiocô, servidora pública, mãe de sete gatos e simpatizante das causas animais, revela que seu amor pelos
bichinhos é algo que veio de família, uma vez que, desde pequena, ela era acostumada a criar gatos. Ela explica que gosta
de contribuir para algumas ONGs independentes que possuem projetos de custeio de castração, já que ajudam a evitar
ninhadas e reduzir o abandono, ou de reciclagem para montar casinhas de animais em situação de rua.
Opiniões profissionais
Fabiano Morais, médico veterinário, vê essa tendência como algo positivo para os animais de estimação, uma vez
que, segundo ele, antes as pessoas não se preocupavam tanto com o bem-estar de pets. “Para a gente é ótimo, pois estão
cuidando mais de seus bichinhos em relação a exames, raio-X, ultrassom. Assumir essa responsabilidade de cuidar deles,
não apenas ter, mas cuidar também, acho isso excelente”.
Cleber Pires, psicólogo clínico, explica que os seres humanos buscam uma vida reforçada positivamente com prazeres e satisfação e isso pode ser através dos pets, já que os mesmos, por convivência, são capazes de despertar em seus tutores sentimentos de amor, carinho e bem-estar, a ponto de serem tratados como filhos humanos, “Sem contar que eles nos
oferecem lealdade, segurança, contribuindo, assim, para que tenhamos comportamentos psicologicamente saudáveis como
ajudando a combater a ansiedade, estresse, depressão e nos fazem companhia” .
Para Aline Nerissa, estagiária de um pet shop há mais de um ano, a tendência é benéfica para os negócios voltados
a esse nicho, já que são procurados por pessoas que querem cuidar da saúde de seu animal, comprar brinquedos, roupinhas, e vários outros mimos. “Creio que pet shop, hospitais veterinários etc. se mantêm por conta disso, pois se as pessoas
não tivessem tanto apego pelos bichinhos e não os considerassem ‘filhos`, não cuidariam tanto deles”, opinou sobre o assunto.
(ADAPTADO. Maria Eduarda Antunes, postado em 22/05/2024.
Disponível em: https://jornalismo.iesb.br/destaque3/tal-pai-tal-pet/)
I. ele acabou virando o "xodó" da casa – palavra com X.
II. Na "hora" não pensei que a tampa seria 60 quilos – palavra com H.
III. carinho e "bem-estar" – palavra com hífen.
IV. voltados a esse "nicho" – palavra com dígrafo.