Leia o texto a seguir para responder à questão:
Bons ventos da economia pedem maior justiça social
Na prática, desde o segundo trimestre de 2021, não há
recuo na variação trimestral do PIB no Brasil. À época, o
país ainda vivia o impacto da pandemia da covid-19. Certo
é que os bons ventos da economia abrem precedente para
maturação sobre a discussão relativa à distribuição de
riquezas, em prol da diminuição da desigualdade social. Se
a economia expande, o Estado tende a ter mais mecanismos para promover justiça financeira para os mais pobres.
Diante dos bons ventos da economia, é hora de o Brasil
discutir de maneira séria uma revisão do Imposto de Renda
da Pessoa Física (IRPF). A proposta do governo no Projeto
de Lei nº 1.087/2025 é de fixar a alíquota em 10% para os
super-ricos – o que diminui desigualdades, mas ainda de
maneira tímida em relação à diferença entre os patrimônios
dessa camada para o restante da população. A elevação
da alíquota para 10% ajuda, mas não alavanca a redução de
impostos para os mais pobres na proporção desejada.
Se o texto não é perfeito, ele ainda promove alguma
mudança na ponta. O foco número 1 do país deve ser a promoção da justiça tributária. A elite brasileira deu vários exemplos de resistência à diminuição da desigualdade, mas não
há justificativa honesta para não equilibrar, ainda que apenas um pouco, a balança do Imposto de Renda. A mudança
precisa vir agora.
(https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao, 03.09.2025. Adaptado)