Mulher de 48 anos, não tabagista e não etilista, sem comorbidades, tem queixa de cefaleia frontal persistente e visão dupla há quatro meses. Ao exame físico, observa-se proptose e limitação da motilidade ocular extrínseca à esquerda, com diminuição da acuidade visual do mesmo lado. Sem linfonodomegalias cervicais palpáveis. Tomografia computadorizada e ressonância magnética evidenciam lesão expansiva de 4,5 cm no seio etmoidal esquerdo, com invasão da órbita, deslocamento do globo ocular e comprometimento do músculo reto medial com extensão intracraniana e invasão não extensa da dura-máter na fossa craniana anterior. Não parece haver invasão de encéfalo. A biópsia incisional revela adenocarcinoma de tipo intestinal. Após discussão multidisciplinar, a paciente é submetida à ressecção craniofacial anterior com maxilectomia medial, etmoidectomia, ressecção da dura-máter invadida e exenteração da órbita esquerda. O exame anatomopatológico confirma adenocarcinoma de tipo intestinal, com margens cirúrgicas livres, porém exíguas (menor que 1 mm) na região da dura-máter.
Qual é a conduta mais adequada no pós-operatório?