Segundo bell hooks, a violência de gênero, especialmente a
direcionada às mulheres, está intrinsecamente ligada a um
sistema patriarcal de desigualdade e dominação. A partir
de uma lente interseccional, bell hooks argumenta que o
machismo, a supremacia branca e as desigualdades de classe
não atuam isoladamente, mas se entrelaçam e se reforçam,
intensificando a violência sofrida por mulheres, em especial as
mulheres negras, que se encontram na intersecção de múltiplas
opressões. Esses sistemas de poder são usados para controlar e
subjugar, e a violência simbólica, perpetrada pela cultura e suas
representações, normaliza e agrava a desigualdade de gênero,
tornando-se ainda mais perniciosa ao invisibilizar as experiências
de violência de quem já enfrenta preconceitos acumulados.
Em seu livro Ensinando a transgredir: a educação como prática
da liberdade (2013), enfatiza a importância da educação como
um processo de transformação e de libertação, desafiando as
estruturas de poder e as formas tradicionais de ensino. Para
a autora, a educação deve ser uma prática política que incite
a reflexão crítica, o engajamento e a busca por justiça social.
Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como
Nesse contexto, pode-se afirmar que, para bell hooks, a educação libertadora deve considerar aspectos como