No livro "Teoría contemporánea de la Restauración", de Salvador
Muñoz Viñas, o autor introduz a relação restauração e verdade,
citando o exemplo da restauração do quadro de El Greco, cujo
resultado foi de alterações consideráveis na obra. O restaurador, em
sua argumentação, afirmou que seu trabalho nada tinha de subjetivo
e atendia ao que o artista tinha feito, sem qualquer interferência
conceitual. Esse restaurador se baseou, segundo Muñoz Viñas, na
ideia da Restauração como ação de trazer à tona a “verdadeira”,
“autêntica” natureza do objeto. Muñoz Viñas, portanto, aponta que,
ao longo da trajetória da Restauração, considerou-se como o
“estado autêntico” do objeto