O aparecimento de um imenso setor produtivo ladeado por
uma série de instrumentos políticos, financeiros e institucionais,
tem possibilitado mais um salto qualitativo da economia chinesa.
A predominância estatal sobre os gânglios vitais da grande
produção e da grande finança unida a uma soberania monetária
particular permite ao Estado gerir um processo que entrelaça
tanto uma maior restrição à ação da lei do valor quanto da
transição de uma planificação orientada à geração de valor e ao
mercado para o que chamamos de planejamento baseado no
projeto. É essa transformação operada ao longo dos últimos 20
anos, que explica, em grande medida, a crescente capacidade de
intervenção do Estado chinês sobre o território e a economia do
país, independentemente da queda da participação do Estado no
que tange ao controle dos fluxos de renda no país.
JABBOUR, E.; DANTAS, A. Apontamentos sobre a geopolítica da China. In: MUSSE, R. (Org.). China contemporânea: Seis interpretações. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 50-51.
Uma das transformações que envolvem o caso do desenvolvimento chinês pode ser indicada pela capacidade estatal em:
JABBOUR, E.; DANTAS, A. Apontamentos sobre a geopolítica da China. In: MUSSE, R. (Org.). China contemporânea: Seis interpretações. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2021, p. 50-51.
Uma das transformações que envolvem o caso do desenvolvimento chinês pode ser indicada pela capacidade estatal em: