Magna Concursos
3985689 Ano: 2025
Disciplina: Português
Banca: FURG
Orgão: Pref. Rodeio Bonito-RS
Provas:
A indignidade como política pública
José Castilho
[...]
As várias razões que atuam em favor da não leitura em todo o planeta, como a nefasta desumanização imposta pelo mundo neoliberal, simbolizado nas Big Techs que instituiu o comando das telas na gerência das nossas vidas virtualizando radicalmente o tempo e o espaço, não superam a ausência ou a má política pública porque ela é estruturante e é a única que consegue trabalhar em escala de um país continente para proporcionar (ou retirar) o direito à leitura e à escrita. [...]
Se o direito à leitura é a chave de todos os outros direitos no mundo contemporâneo, é preciso dizer que um povo que lê com proficiência tem melhores instrumentos para resistir à servidão e aos muitos discursos de engano do mundo contemporâneo. Trata-se de questão crucial para um país que se pretende democrático.
É preciso lembrar que nos tempos medievais apenas os ungidos pelo poder real, eclesiástico ou patriarcal podiam ler aos outros. Somente no surgimento da Modernidade, que nos trouxe novas tecnologias com Gutemberg, o Estado Moderno e os primeiros contrapesos da vida democrática, que as utopias da inclusão e da equidade social elegeram o livro e a leitura como instrumentos essenciais à vida em sociedade num estágio civilizatório mais avançado.
Desde então, períodos de crescimentos se alternam aos regressivos, regulados por períodos históricos onde livros são odiados e jogados às fogueiras ou, inversamente, são incentivados e formam esteios civilizatórios para uma humanidade que anseia caminhar para um convívio melhor e mais equânime.
Por fim e em meio a tantos motivos fundamentais à vida para incentivarmos a formação de leitores/as, lembro nossa conjuntura imediata, esta em que vivemos sob a predominância das fake news como prática política e a urgência de superarmos esse patamar odioso que gera violência e instabilidade permanentes. Mais uma vez, e a propósito, cito a Profª. Eliana Yunes:
"Leitura não é somente alfabetização, é visão de mundo. Quem lê, pensa. E quem pensa, não se cala. É urgente, portanto, incentivar a leitura, não apenas em sua dimensão educativa, mas também em sua dimensão social e cultural. A leitura é condição para a aprendizagem. Sem esta e seus jogos de sentido, o homem não se converte em sujeito de sua história."
(Disponível em: https://www.publishnews.com.br/materias/2024/12/20/a-indignidade-co mo-politica-publica. Acesso em 06 dez. 2025. Adaptado.)
A partir da leitura do texto e da mobilização de seus conhecimentos prévios, analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O texto nos permite compreender que, no ponto de vista do autor, há, no mundo, uma ação para promover a não leitura e uma das forças atuantes seria as Big Techs, que desumanizam as pessoas com suas telas.
(__)A ausência ou a má política pública é, de todos os fatores em prol da não leitura, o mais nefasto, uma vez que a política pública, por ter caráter estruturante, pode impactar positiva ou negativamente um país inteiro.
(__)Em uma sociedade ancorada nos princípios democráticos, a leitura e o livro são elementos secundários, tendo em vista que prioritariamente se busca construir uma sociedade inclusiva e de equidade social.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
 

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