Texto CG1A1
Em um mundo que corre contra o relógio para
descarbonizar a economia e conter o avanço das mudanças
climáticas, medir e reduzir as emissões de gases de efeito estufa
(GEE) das atividades diretas dos negócios está longe de ser
suficiente. Na maioria dos setores, é na cadeia de valor que
acontece a maior parte das emissões, ou seja, fora do “muro” das
fábricas, dos escritórios e de outros negócios. Isso inclui as
operações dos fornecedores, até mesmo os pequenos, e o modo
como os clientes usam um produto ou serviço.
Fazer o diagnóstico da pegada de carbono de toda a cadeia
e agir para reduzi-la está na ordem do dia. Não só porque é a
coisa certa a se fazer, mas porque o mundo caminha para exigir
das empresas que se responsabilizem pelo que acontece em sua
cadeia de valor.
O Acordo de Paris e outras iniciativas internacionais
reforçaram o compromisso de países e empresas de reduzirem
suas emissões para limitar o aquecimento global a
uma temperatura de 1,5 °C a 2 °C acima dos níveis
pré-industriais até 2100. Além disso, muitos países estão
introduzindo regulamentações e padrões de sustentabilidade que
exigem uma abordagem mais abrangente para medir emissões de
carbono.
A União Europeia (UE), por exemplo, estabeleceu
uma série de metas e compromissos de redução de emissões para
seus Estados-membros. Um dos objetivos é a redução das suas
emissões de GEE em pelo menos 40% até 2030, em comparação
com os níveis de 1990.
Além disso, o impacto ambiental das marcas é cada vez
mais considerado pelos consumidores ao redor do mundo. A
pesquisa Future Consumer Index, da consultoria Ernest&Young,
realizada com 21.000 entrevistados de 27 países, evidencia essa
percepção. Entre os brasileiros, por exemplo, 73% se declararam
profundamente preocupados com a fragilidade do planeta. A falta
de informação, transparência e padronização, no entanto, também
continua sendo um desafio mencionado pelos consumidores, que
ainda não enxergam o impacto das escolhas que fazem para o
meio ambiente quando compram um produto.
Dessa forma, a pegada de carbono de um produto torna-se
um fator relevante de atenção da indústria. Além da preocupação
ambiental e regulatória, esse tema se tornou uma questão de
mercado. Entender como as emissões de GEE ganharam destaque
na mesa de discussões de presidentes e diretores-executivos é
importante para compreender como o tema foi ganhando força
nas últimas décadas.
Internet:<www.basf.com/br/pt> (com adaptações).
A respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1 e do vocabulário nele empregado, julgue o próximo item.
É facultativo o emprego do artigo definido masculino — o — após o vocábulo “pelo” (segundo período do segundo parágrafo).
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