O início do século XX, particularmente em Paris, foi
marcado por uma revolução na representação pictórica
que desafiou a tradição de séculos da perspectiva
renascentista. Artistas como Pablo Picasso e Georges
Braque desenvolveram um movimento que propôs uma
nova maneira de ver e decompor a realidade no plano
bidimensional, abandonando o ponto de vista único e a
ilusão de profundidade. Essa ruptura estética levou à
criação de uma obra que buscava a totalidade formal do
objeto através da sua fragmentação e da multiplicidade
de ângulos simultâneos, muitas vezes utilizando uma
paleta de cores sóbrias (ocres, marrons e cinzas) para
manter o foco na estrutura e na forma, e não na emoção
ou na cor. O movimento também introduziu a junção de
elementos reais (como recortes de jornal ou papéis) na
tela, reintroduzindo a realidade material na
representação. Exemplares notórios desse movimento
incluem obras como Les Demoiselles d'Avignon, Retrato
de Daniel-Henry Kahnweiler e Violino e Candelabro.
A descrição acima, bem como as obras mencionadas, referem-se ao movimento:
A descrição acima, bem como as obras mencionadas, referem-se ao movimento: